O melhor de todos!!!!!!: março 2010

domingo, 7 de março de 2010

UM LEMBRETE AOS FÃS DA SAGA!!


Esse é somente um rascunho da autora que foi ilegalmente disponibilizada na internet uma cópia do rascunho original do livro. A obra está incompleta e a cópia ilegal vai até o décimo segundo capítulo. A autora da saga, Stephenie Meyer, alega que a continuação da obra estará suspensa por tempo indeterminado devido ao ocorrido, já que "se sente muito triste com o que aconteceu para continuar escrevendo". Disse também que "pede que os fãs não vejam os doze capítulos que vazaram, porque eles estão incompletos, a escrita é confusa e cheia de erros". A autora disse também que "já sabe como isso aconteceu" e que a cópia estava com "uma pessoa de confiança e não houve intenção maliciosa com a distribuição inicial". A escritora também falou que irá terminar de escrever quando se sentir mais feliz. Meyer disponibilizou os doze capítulos publicados do livro em sua página oficial.


Midnight Sun (Sol da meia noite, em português) será um livro de Stephenie Meyer que reconta os fatos do livro Twilight na versão e ponto de vista do personagem Edward Cullen. Esse livro revela fatos que não foram contados pela personagem Isabella Swan no primeiro livro, como quando Edward luta contra James, e sua vingança junto a Carlisle contra os homens que tentaram agredir Bella em Port Angeles. Além de tudo, como Edward pode ler pensamentos, o leitor conhecerá mais os personagens do livro. O livro mostra melhor o amor que Edward sente por Bella e relata como é pra ele estar com ela, mesmo que isso o faça sentir dores (como a queimação na garganta devido a sede), ou que isso possa coloca-la em risco. Edward fala sobre como se sente covarde por fugir de Bella, mas como se sente egoísta por querer ficar com ela, sabendo que isso é real e inteiramente perigoso para ela.

Aguardem!!!! e a Saga Continua...

Sol da Meia Noite



UM POUQUINHO DO TRECHO DO LIVRO AMANHECER PRA VCS


PRÓLOGO


Eu já tivera mais do que uma quota justa de experiências de quase morte; isso não é algo com que você se acostume.


Mas parecia estranhamente inevitável enfrentar a morte outra vez. Como se eu estivesse mesmo marcada para o desastre. Eu havia escapado repetidas vezes, mas ela continuava me rondando.


Ainda assim, dessa vez foi diferente.


Pode-se correr de alguém de quem se tenha medo; pode-se tentar lutar com alguém que se odeie. Todas as minhas reações eram preparadas para aqueles tipos de assassinos — os monstros, os inimigos.


Mas quando se ama aquele que vai matá-la, não lhe restam alternativas.


Como se pode correr, como se pode lutar, quando essa atitude magoaria o amado? Se sua vida é tudo o que você tem para dar ao amado, como não dá- la?


Quando ele é alguém que você ama de verdade.






1. NOIVA






NINGUÉM ESTÁ OLHANDO PARA VOCÊ, garanti a mim mesma. NINGUÉM está olhando para você. Ninguém está olhando para você.


Como eu não conseguia mentir para mim mesma, tive de verificar.


Enquanto esperava que um dos três sinais de trânsito da cidade abrisse, olhei para a direita — na minivan, a Sra. Weber tinha se virado toda para me olhar. Os olhos perfuravam os meus e eu me encolhi, perguntando-me por que ela não virava a cara, não parecia constrangida. Encarar as pessoas continuava sendo falta de educação? Isso não se aplicava mais a mim?


Depois me lembrei de que aquelas janelas eram tão escuras que ela não devia fazer idéia de que era eu ali, e menos ainda ter me flagrado olhando de volta. Tentei me reconfortar um pouco com o fato de que ela não estava encarando a mim, só o carro.


Meu carro. Suspiro.


Olhei para a esquerda e gemi. Dois pedestres estavam paralisados na calçada, perdendo a oportunidade de atravessar enquanto fitavam o carro. Atrás deles, o Sr. Marshall olhava feito um bobo pela vitrine de sua lojinha de suvenires.


Pelo menos não estava com o nariz espremido no vidro. Ainda.


O sinal ficou verde e, na pressa para fugir daquilo, pisei fundo no acelerador sem pensar — como normalmente teria feito para colocar em movimento minha antiga picape Chevy.


O motor rugiu como uma pantera caçando, o carro deu um solavanco tão abrupto para a frente que meu corpo bateu no encosto do banco de couro preto e meu estômago se achatou na coluna.


— Ai! — Resmunguei ao me atrapalhar com o freio. Para evitar problemas, apenas encostei no pedal. O carro balançou e ficou completamente imóvel.


Não consegui olhar a reação ao meu redor. Se houvesse alguma dúvida de quem estava dirigindo o carro, ela se acabara. Com a ponta do sapato, cutuquei o pedal do acelerador meio milímetro e o carro se lançou para a frente de novo.


Consegui chegar ao meu objetivo, o posto de gasolina. Se não tivesse ficando sem combustível, não teria vindo à cidade. Estava sem muita coisa ultimamente, como Pop-Tarts e cadarços de sapatos, porque não queria aparecer em público.


Agindo como se estivesse numa corrida, abri a tampa do tanque, passei o cartão e encaixei a mangueira de combustível em segundos. É claro que não havia nada que eu pudesse fazer para que os números no medidor se acelerassem. Eles mudavam lentamente, quase como se quisessem me irritar.


Não era um dia de sol — um típico dia chuvoso em Forks, Washington —, mas eu ainda sentia que havia um holofote focado sobre mim, chamando a atenção para a delicada aliança em minha mão esquerda. Em ocasiões como aquela, sentido olhares nas minhas costas, parecia que a aliança piscava como uma placa de néon. Olhem para mim, Olhem para mim.


Era idiotice ficar tão sem graça, e eu sabia disso. Além de meu pai e minha mãe, será que importava mesmo o que as pessoas diziam sobre meu noivado? Sobre meu carro novo? Sobre minha misteriosa admissão numa universidade da Ivy League? Sobre o cartão de crédito preto e reluzente que agora parecia arder no meu bolso de trás?


— É, quem liga para o que eles pensam? — murmurei.


— Hmmm, moça? — disse uma voz de homem.


Eu me virei e desejei não ter feito aquilo. Dois homens estavam parados atrás de um 4X4 caro, com caiaques novos em folha no rack. Nenhum deles olhava para mim; os dois fitavam o carro. Pessoalmente, não entendi. Além disso, já estava orgulhosa de conseguir distinguir os logos da Toyota, da Ford e da Chevy. Aquele carro era preto, reluzente e lindo, mas para mim ainda era só um carro.


— Desculpe incomodá-la, mas poderia me dizer que modelo é esse que está dirigindo? — perguntou o alto.


— Hmmm, é uma Mercedes, não é?


— Sim — disse o homem com educação, enquanto o amigo mais baixo revirava os olhos para a minha resposta. — Eu sei. Mas eu estava me perguntando...


Está dirigindo um Mercedes Guardian? — O homem disse o nome com reverência. Tive a sensação de que o sujeito ia se dar bem com Edward Cullen, meu... meu noivo (ultimamente não havia como fugir da verdade do casamento). — Eles ainda não devem estar disponíveis nem na Europa — continuou o homem —, que dirá aqui.


Enquanto meus olhos acompanhavam as linhas do meu carro — não me parecia muito diferente de outros sedãs Mercedes, mas o que eu entendia do assunto? —, contemplei brevemente meus problemas com palavras como noivo, casamento, marido etc.


Eu não conseguia me entender com aquilo.


Por um lado, fui criada para me encolher só de pensar em vestidos e buquês de noiva. Mais do que isso, porém, eu não conseguia harmonizar um conceito sóbrio, respeitável e obtuso como marido com meu conceito de Edward. Era como imaginar um arcanjo como um contador; eu não o conseguia visualizar em nenhum papel comum.


Como sempre, assim que comecei a pensar em Edward, fui tomada de fantasias vertiginosas. O estranho teve de dar um pigarro para chamar minha atenção; ainda esperava por uma resposta sobre a fabricação e o modelo do carro.


— Não sei — eu lhe disse com sinceridade.


— Posso tirar uma foto dele?


Precisei de um segundo para processar aquilo.


— É mesmo? Quer tirar uma foto do carro?


— Claro... Ninguém vai acreditar em mim se eu não tiver a prova.


— Hmmm. Tudo bem. Pode tirar.


Rapidamente tirei a mangueira de gasolina e me esgueirei para o banco da frente a fim de me esconder enquanto o cara fissurado pegava na mochila uma câmera que parecia profissional. Ele e o amigo se revezavam posando junto ao capô e depois tiraram fotos da traseira.


— Estou com saudade da minha picape — choraminguei comigo mesma.


Mas era mesmo muito conveniente — conveniente demais — que minha picape desse seu último suspiro semanas depois de Edward e eu concordarmos com nosso acordo torto, e um detalhe do acordo era que Edward podia substituir minha picape quando ela morresse. Ele jurou que era apenas o esperado; que a picape teve uma vida plena e longa e depois faleceu de causas naturais. Isso é o que ele diz. E, é claro, eu não tinha como verificar sua história ou tentar, sozinha, levantar a picape dos mortos. Meu mecânico preferido... Parei nesse pensamento, recusando-me a levá-lo a uma conclusão. Em vez disso, ouvi as vozes dos homens do lado de fora, abafadas pelos muros do carro.


— ... atacado com um lança-chamas num vídeo online. Nem enrugou a pintura.






AMANHECER
Estar irrevogavelmente apaixonada por um vampiro é tanto uma fantasia como um pesadelo, costurados em uma perigosa realidade para Bella Swan. Empurrada em uma direção por sua intensa paixão por Edward Cullen, e em outra, por sua profunda ligação com o lobisomem Jacob Black, ela resistiu a um tumultuado ano de tentação, perda e conflito, para atingir o momento da decisão final. Essa escolha fatal entre fazer parte do obscuro, mas sedutor, mundo dos imortais ou seguir uma vida totalmente humana se tornou o marco que poderá transformar o destino dos dois clãs: vampiros e lobisomens.



Agora que Bella tomou sua decisão, uma corrente de acontecimentos sem precedentes se desdobrará, com consequências devastadoras. No momento em que as feridas parecem prontas para ser cicatrizadas, e os desgastantes confrontos da vida de Bella, resolvidos, isso pode significar a destruição. Para todos. Para sempre. Assombroso e de tirar o fôlego, Amanhecer, a aguardada conclusão da saga Crepúsculo, esclarece os mistérios e os segredos desse fascinante épico romântico que tem arrebatado milhões de leitores
UM POUQUINHO DO TRECHO DO LIVRO ECLIPSE PRA VCS

 "Eclipse - Livro 3"



Passei os dedos pela folha de papel, sentindo as marcas onde ele pressionara tanto a caneta que quase a rasgou. Eu podia imaginá-lo escrevendo isso rabiscando as letras furiosas com sua caligrafia tosca, riscando linha após linha quando as palavras saíam erradas, talvez até quebrando a caneta com sua mão grande demais; isso explicaria as manchas de tinta. Eu podia imaginar a frustração unindo suas sobrancelhas pretas e enrugando sua testa. Se eu estivesse lá, poderia até rir. Não tenha um derrame cerebral por isso, Jacob, eu teria dito a ele. É só colocar para fora. Rir era a última coisa que eu queria fazer agora, ao reler as palavras que eu já memorizara. Sua resposta a meu pedido — passado de Charlie a Billy e depois


a ele exatamente como na segunda série, conforme ele observara — não era surpresa. Eu sabia a essência do que ele ia dizer antes de abrir o papel. Surpreendente era o quanto cada linha riscada me feria — como se as pontas das letras tivessem bordas afiadas. Mais do que isso, por trás de cada começo irritado pairava um enorme poço de mágoa; a dor de Jacob me cortava mais fundo do que a minha própria. Enquanto pensava nisso, senti o aroma inconfundível de queimado subindo da cozinha. Em outra casa, o fato de uma pessoa que não fosse eu estar cozinhando não devia ser motivo de pânico. Enfiei o papel amarrotado no bolso de trás e corri. Desci a escada num átimo. O vidro de molho de espaguete que Charlie colocara no microondas só estava em sua primeira volta quando abri a porta e o tirei de lá.— O que foi que eu fiz de errado? — Charlie perguntou. — Você devia ter tirado a tampa primeiro, pai. Não pode colocar metal no microondas. — Retirei rapidamente a tampa enquanto falava, despejei metade do molho numa tigela e a coloquei dentro do microondas e o vidro de volta à geladeira; determinei o tempo e apertei o botão “Ligar”. Charlie observava meus ajustes com os lábios franzidos. — Fiz o macarrão direito?


Olhei a panela no fogão — a origem do cheiro que me alertara.


— É bom mexer — eu disse com doçura. Peguei uma colher e tentei


desfazer a papa grudenta que queimava no fundo.


Charlie suspirou.


— Mas o que significa isso tudo? — perguntei.


Ele cruzou os braços e olhou pela vidraça dos fundos a chuva que caía forte.


— Não sei do que você está falando — grunhiu ele.


Fiquei pasma. Charlie cozinhando? E por que aquela atitude ríspida?


Edward ainda não havia chegado; em geral, meu pai reservava esse tipo de comportamento para meu namorado, fazendo o máximo para exemplificar o assunto “incômodo” em cada palavra e gesto. Os esforços de Charlie eram desnecessários — Edward sabia exatamente o que meu pai estava pensando sem que ele demonstrasse. A palavra namorado foi revirada por dentro da bochecha com uma tensão familiar enquanto eu mexia a panela. Não era a palavra certa, definitivamente.


Eu precisava de alguma que expressasse melhor o compromisso eterno... Mas palavras como destino e sina pareciam piegas quando usadas numa conversa comum. Edward tinha outra palavra em mente, que era a origem da tensão que eu


sentia. Eu tinha arrepios só de pensar nela. Noiva. Argh. Dei de ombros para me livrar da idéia.


— Perdi alguma coisa? Desde quando você faz o jantar? — perguntei a


Charlie. O bolo de massa borbulhou na água fervente enquanto eu a cutucava.


— Ou tenta fazer o jantar, melhor dizendo.


Charlie deu de ombros.


— Não há nenhuma lei que me proíba de cozinhar em minha própria


casa.


— Você saberia disso — respondi, sorrindo ao olhar o distintivo alfinetado


em sua jaqueta de couro.


— Rá. Essa é boa.


Ele tirou a jaqueta, como se meu olhar o lembrasse de que ainda a estava vestindo, e a pendurou no gancho reservado para suas roupas. O cinto com a arma já estava no lugar — ele não sentia a necessidade de usá-la na delegacia havia algumas semanas. Não tinha havido mais desaparecimentos perturbadores para transtornar a cidadezinha de Forks, em Washington, ninguém mais vira lobos gigantescos e misteriosos nos bosques sempre chuvosos... Eu mexia o macarrão em silêncio, imaginando que em seu próprio tempo Charlie acabaria por falar sobre o que o incomodava. Meu pai não era um homem


de muitas palavras, e o esforço dispensado tentando preparar um jantar para nós dois deixava claro que havia um número incomum de palavras em sua mente. Olhei o relógio, por hábito, algo que eu sempre fazia mais ou menos nesse


horário. Agora faltava menos de meia hora. As tardes eram a parte mais difícil de meu dia. Desde que meu ex-melhor


amigo (e lobisomem) Jacob Black me dedurara sobre a moto que eu pilotara escondido — uma traição que ele concebera a fim de me deixar de castigo para que eu não pudesse ficar com meu namorado (e vampiro) Edward Cullen —, Edward tinha permissão para me ver só das sete às nove e meia da noite, sempre no recesso do meu lar e sob a supervisão do olhar infalivelmente rabugento de meu pai. Isso era uma evolução do castigo anterior e menos restritivo que eu recebera


por um desaparecimento inexplicado de três dias e um episódio de mergulho de penhasco. É claro que eu ainda via Edward na escola, porque não havia nada que Charlie pudesse fazer a respeito disso. E, também, Edward passava quase todas


as noites em meu quarto, mas Charlie não sabia. A capacidade de Edward de escalar facilmente e em silêncio até minha janela no segundo andar era quase tão útil quanto sua habilidade de ler a mente de Charlie. Embora eu ficasse longe de Edward só na parte da tarde, era o suficiente para me deixar inquieta, e as horas sempre se arrastavam. Ainda assim, suportava


minha punição sem reclamar porque — primeiro — eu sabia que merecia e — segundo — porque eu não podia suportar magoar meu pai saindo de casa agora, quando pairava uma separação muito mais permanente, invisível para Charlie, tão próxima em meu horizonte. Meu pai se sentou à mesa com um grunhido e abriu o jornal úmido que estava ali; segundos depois, estava estalando a língua de reprovação. — Não sei por que lê o jornal, pai. Isso só o aborrece. Ele me ignorou, resmungando para o jornal nas mãos. — É por isso que todo mundo quer morar numa cidade pequena! Ridículo.


— O que as cidades grandes fizeram de errado agora? — Seattle está se tornando a capital de homicídios do país. Cinco assassinatos sem solução nas últimas duas semanas. Dá para imaginar viver assim? — Acho que Phoenix tem uma taxa de homicídios mais alta, pai. Eu vivi assim. — E nunca estive prestes a ser uma vítima de assassinato antes de me mudar para esta cidadezinha segura. Na verdade, eu ainda estava em várias estatísticas de risco... A colher tremeu em minhas mãos, agitando a água. — Bom, você não tem como me cobrar por isso — disse Charlie. Eu desisti de salvar o jantar e preparei-me para servi-lo; tive de usar uma faca de carne para cortar uma porção de espaguete para Charlie e depois para


mim, enquanto ele observava com uma expressão encabulada. Charlie cobriu sua porção com molho e comeu. Eu disfarcei meu próprio pedaço ao máximo que pude e segui seu exemplo sem muito entusiasmo. Comemos em silêncio


por um momento. Charlie ainda olhava as notícias, então peguei meu exemplar muito surrado de O morro dos ventos uivantes de onde deixara naquela manhã e tentei me perder na Inglaterra da virada do século enquanto esperava que ele começasse a falar...

ECLIPSE
Havia algo que Edward não queria que eu soubesse. Algo que Jacob não teria escondido de mim. Algo quepôs tanto os Cullen quanto os lobos no bosque, movendo-se juntos numa proximidade perigosa. (…) Algo que eu, de algum modo, esperava. Que eu sabia que aconteceria de novo, tanto quanto desejava que jamais acontecesse. Nunca teria um fim, teria?"



Enquanto Seattle é assolada por uma sequencia de assassinatos misteriosos e uma vampira maligna continua em sua busca por vingança, Bella está cercada de outros perigos. Em meio a isso, ela é forçada a escolher entre seu amor por Edward e sua amizade com Jacob - uma opção que tem o potencial para reacender o conflito perene entre vampiros e lobisomens. Com a proximidade da formatura, Bella vive mais um dilema: vida ou morte. Mas o que representará cada uma dessas escolhas?

Leia Mais Sobre "Lua Nova - Livro 2"

PRÓLOGO

Parecia que eu estava presa em um daqueles pesadelos apavorantes em que você precisa correr, correr até os pulmões explodirem, mas não consegue fazer com que seu corpo se mexa com rapidez sufi ciente. Minhas pernas pareciam se mover com uma lentidão cada vez maior à medida que eu lutava para atravessar a multidão insensível, mas os ponteiros do enorme relógio da torre não eram lentos. Com uma força implacável, eles se aproximavam inexoravelmente do fim — do fim de tudo.


Mas isso não era um sonho, e, ao contrário do pesadelo, eu não estava correndo para salvar a minha vida; eu corria para salvar algo infinitamente mais precioso. Hoje minha própria vida pouco signifi cava para mim.


Alice dissera que havia uma boa possibilidade de que morrêssemos ali. Talvez fosse diferente se ela não estivesse na armadilha que era a luz do sol intensa; só eu estava livre para correr por aquela praça cintilante e abarrotada.


E eu não conseguia correr com rapidez suficiente.


Então não me importava que estivéssemos cercados de inimigos extraordinariamente perigosos. À medida que o relógio começava a soar a hora, vibrando sob a sola de meus pés lentos, eu sabia que era tarde demais para mim — e fiquei feliz que alguma coisa sedenta de sangue esperasse nos bastidores.


Pois, falhando nisso, eu perderia qualquer desejo de viver.


O relógio soou novamente e o sol incidia exatamente do meio do céu.






1. FESTA



Eu tinha noventa e nove por cento de certeza de que estava sonhando.


Os motivos para minha certeza eram que, primeiro, eu estava de pé em um raio brilhante de sol — o sol claro e ofuscante que nunca luzia em minha nova cidade chuvosa, Forks, no estado de Washington — e, segundo, eu olhava minha avó Marie. Vovó morrera havia seis anos, então era uma prova concreta da teoria do sonho.


Minha avó não mudara muito; seu rosto estava exatamente igual ao que eu lembrava. A pele era macia e murcha, dobrando-se em centenas de pequenas rugas que pendiam delicadas. Como um damasco seco, mas com uma nuvem de cabelo branco e espesso se destacando em volta dele.


Nossas bocas — a dela com rugas ressecadas — se estendiam no mesmo meio sorriso de surpresa, exatamente ao mesmo tempo. Aparentemente, ela também não esperava me ver.


Eu estava prestes a lhe fazer uma pergunta; tinha tantas — O que ela estava fa zendo ali, no meu sonho? O que ela andara fazendo nos últimos seis anos? Vovô estava bem, e eles se encontraram, onde quer que estivessem? —, mas ela abriu a boca quando tentei falar, então parei para permitir que ela falasse primeiro. Ela fez uma pausa também e depois nós duas sorrimos com o pequeno embaraço.


“Bella?”


Não era vovó que chamava meu nome, e nós duas nos viramos para ver quem se unira a nossa reuniãozinha. Não precisava olhar para saber quem era; aquela era uma voz que eu reconheceria em qualquer lugar — reconheceria e reagiria a ela, quer estivesse acordada ou dormindo... Ou até morta, posso apostar. A voz pela qual eu pisaria em brasas — ou, sendo menos dramática, pela qual eu chapinharia na lama em cada dia de chuva fria e interminável.


Edward.


Embora eu sempre fi casse emocionada ao vê-lo — consciente ou não —, e embora eu quase tivesse certeza de que era um sonho, entrei em pânico enquanto Edward se dirigia a nós sob o sol reluzente.


Entrei em pânico porque vovó não sabia que eu estava apaixonada por um vampiro — ninguém sabia disso —, então, como eu explicaria o fato de que os feixes brilhantes de sol se dividiam em sua pele em mil fragmentos de arco-íris, como se ele fosse feito de cristal ou diamante?


Bom, vó, deve ter percebido que meu namorado brilha. É só uma coisa que ele faz no sol. Não se preocupe com isso...


O que ele estava fazendo? O motivo para ele morar em Forks, o lugar mais chuvoso do mundo, era que podia fi car ao ar livre durante o dia sem revelar o segredo de sua família. E no entanto ali estava ele, andando elegantemente em minha direção — com o sorriso mais lindo em seu rosto de anjo, como se eu fosse a única presente.


Nesse segundo, desejei não ser a única exceção a seu misterioso talento; em geral eu me sentia grata por ser a única pessoa cujos pensamentos ele não podia ouvir com clareza, como se fossem pronunciados em voz alta. Mas agora eu queria que ele fosse capaz de me ouvir também, assim poderia escutar o alerta que eu gritava em minha cabeça.


Lancei um olhar de pânico para minha avó e vi que era tarde demais. Ela estava se virando para olhar para mim de novo, os olhos tão alarmados quanto os meus.


Edward — ainda sorrindo daquele jeito tão lindo que fazia meu coração parecer inchar e explodir no peito — pôs o braço em meu ombro e virou-se para olhar minha avó.

A expressão de vovó me surpreendeu. Em vez de parecer apavorada, ela me olhava timidamente, como se esperasse por uma repreensão. E ela estava de pé numa posição tão estranha — um braço afastado canhestramente do corpo, esticado e, depois, envolvendo o ar. Como se estivesse abraçando alguém que eu não podia ver, alguém invisível...


Só então, enquanto eu olhava o quadro como um todo, foi que percebi a


enorme moldura dourada que cercava as feições de minha avó. Sem compreender, levantei a mão que não estava na cintura de Edward e a estendi para tocá- la. Ela imitou o movimento com exatidão, espelhando-o. Mas onde nossos dedos deveriam se encontrar não havia nada, a não ser o vidro frio...


Com um sobressalto vertiginoso, meu sonho tornou-se abruptamente um pesadelo.


Não havia vovó alguma.


Aquela era eu. Eu em um espelho. Eu — anciã, enrugada e murcha.


Edward estava a meu lado, sem refl exo, lindo de morrer e com 17 anos para sempre.


Ele apertou os lábios perfeitos e gelados em meu rosto desgastado.


— Feliz aniversário — sussurrou.


Acordei assustada — minhas pálpebras se arregalando — e arfante. A luz cinzenta e embaçada, a familiar luz de uma manhã nublada, tomou o lugar do sol ofuscante de meu sonho.


Um sonho, disse a mim mesma. Foi só um sonho. Respirei fundo e pulei novamente quando meu despertador tocou. O pequeno calendário no canto do mostrador do relógio me informou que era dia 13 de setembro.


Um sonho, mas pelo menos, de certo modo, bastante profético. Era o dia do meu aniversário. Eu tinha ofi cialmente 18 anos.


Durante meses, tive pavor desse dia.


Por todo o verão perfeito — o verão mais feliz que tive na vida, o verão mais feliz que qualquer um em qualquer lugar teria e o verão mais chuvoso da história da península de Olympic — essa triste data fi cou de tocaia, esperando


para saltar sobre mim.


E, agora que chegara, era ainda pior do que eu temia. Eu podia sentir — eu estava mais velha. A cada dia eu fi cava mais velha, mas isto era diferente, era pior, quantifi cável. Eu tinha 18 anos.


E Edward jamais teria essa idade.


Quando fui escovar os dentes, quase me surpreendi com o fato de que o rosto no espelho não mudara. Olhei para mim mesma, procurando por algum sinal de rugas iminentes em minha pele de marfi m. Mas os únicos vincos eram os da minha testa, e eu sabia que, se conseguisse relaxar, eles desapareceriam. Não consegui. Minhas sobrancelhas se alojaram em uma linha de preocupação acima de meus angustiados olhos castanhos.


Foi só um sonho, lembrei a mim mesma de novo. Só um sonho... Mas também meu pior pesadelo.


Não tomei o café-da-manhã, com pressa para sair de casa o mais rápido possível. Não fui inteiramente capaz de evitar meu pai e tive de passar alguns minutos fingindo-me animada. Tentei fi car empolgada de verdade com os presentes que eu pedira para ele não comprar para mim, mas sempre que eu tinha de sorrir, parecia que podia começar a chorar.


Lutei para me controlar enquanto dirigia para a escola. A visão de minha avó — eu não pensava nela como eu mesma — não saía de minha cabeça. Só o que consegui sentir foi desespero, até que parei no estacionamento conhecido atrás da Forks High School e vi Edward curvado e imóvel sobre seu Volvo prata polido, como um monumento de mármore em homenagem a algum esquecido deus pagão da beleza. O sonho não lhe fizera justiça. E ele esperava ali por mim, exatamente como nos outros dias.


O desespero desapareceu por um momento, substituído pela admiração. Mesmo depois de meio ano com ele, eu ainda não acreditava que merecia tanta sorte.


Sua irmã, Alice, estava a seu lado, também esperando por mim.


É claro que Edward e Alice não eram de fato parentes (em Forks, corria a história de que todos os irmãos Cullen tinham sido adotados pelo Dr. Carlisle Cullen e sua esposa, Esme, os dois indiscutivelmente novos demais para ter filhos adolescentes), mas sua pele tinha exatamente a mesma palidez, os olhos tinham o mesmo tom dourado, com as mesmas olheiras fundas, como hematomas. O rosto de Alice, como o dele, era de uma beleza incrível. Para alguém que sabia — alguém como eu —, essas semelhanças representavam a marca do que eles eram.


A visão de Alice esperando ali — seus olhos caramelo brilhantes de empolgação e um pequeno embrulho prateado nas mãos — deixou-me carrancuda.


Eu disse a Alice que não queria nada, nada mesmo, nenhum presente, nem mesmo alguma atenção pelo aniversário. Obviamente, meus desejos estavam sendo ignorados.


Bati a porta de minha picape Chevy 53 — uma chuva de ferrugem caiu do teto molhado — e andei devagar na direção deles. Alice pulou à frente para me receber, a cara de fada reluzente sob o cabelo preto e desfiado.


— Feliz aniversário, Bella!


— Shhh! — sibilei, olhando o estacionamento para me certifi car de que ninguém a ouvira. A última coisa que eu queria era uma espécie de comemoração do melancólico evento.


Ela me ignorou.


— Quer abrir seu presente agora ou depois? — perguntou ansiosamente enquanto seguíamos para onde Edward ainda esperava.


— Nada de presentes — protestei num murmúrio.


Ela por fi m pareceu entender meu estado de espírito.


— Tudo bem... Mais tarde, então. Gostou do álbum que sua mãe mandou para você? E a câmera de Charlie?


Suspirei. É claro que ela saberia quais eram meus presentes de aniversário. Edward não era o único membro da família com habilidades in comuns. Alice teria “visto” o que meus pais planejavam assim que eles tomaram a decisão.


— É. São ótimos.


— Eu acho que é uma ótima idéia. Só se chega ao último ano da escola uma vez. Pode muito bem documentar a experiência.


— Quantas vezes você fez o último ano?


— Isso é diferente.




Lua nova
Para Bella Swan, há uma coisa mais importante do que a própria vida: Edward Cullen. Mas estar apaixonada por um vampiro é ainda mais perigoso do que ela poderia ter imaginado. Edward já resgatara Bella das garras de um mostro cruel, mas agora, quando o relacionamento ousado do casal ameaça tudo o que lhes é próximo e querido, eles percebem que seus problemas podem estar apenas começando...

Legiões de leitores que ficaram em transe com o best-seller "Crepúsculo" estão ávidos pela seqüência da história de amor de Bella e Edward. Em "Lua nova", Stephenie Meyer nos dá outra combinação irresistível de romance e suspense com um toque sobrenatural. Apaixonante e cheia de reviravoltas surpreendentes, essa saga de amor e vampiros segue rumo à imortalidade literária.


sábado, 6 de março de 2010


Crepúsculo
Após se mudar da agitada Phoenix para a pacata cidade de Forks, Bella Swan pensa que sua vida se tornará uma grande e avassaladora monotonia, uma vez que Forks é uma cidade pequena onde todos têm como principal objetivo cuidar da vida dos outros. É neste momento que Jacob Black, um lobisomem, aparece na vida de Bella e ambos se tornam amigos.

Porém, Isabella não sabia o que estava por vir. Explico: bem naquele lugar mora uma família de lindos e charmosos vampiros, sendo Edward o mais atraente de todos. O jovem imediatamente se sente atraído por Bella, tanto por sua beleza tanto pela vontade de provar seu sangue. Mas a família de vampiros Cullen não tem o hábito de beber sangue humano e sim de animais. Esta técnica vem sendo cultivada há tempos pelo médico e pai de Edward, o Dr. Carlisle Cullen.

Devido à falta de atenção de Isabella, Edward se vê obrigado a salvar a garota de vários apuros, desde acidente de carro até perseguições espetaculares causadas por vampiros rastreadores. E após todas estas aventuras, Bella e Edward vivem uma linda história de amor, e a garota deseja incondicionalmente se transformar em vampira para poder viver ao lado de Edward para toda a eternidade. Entretanto, Edward diz que não fará isso, pois acredita que a jovem Swan estará bem mais protegida sendo humana.

Isabella Marie Swan – Bella é linda, atrapalhada e misteriosamente imune aos vampiros, até que deseja se tornar uma. Mantem um relacionamento amoroso com o vampiro Edward Cullen e uma amizade muito forte com o lobisomem Jacob Black.

Edward Anthony Masen Cullen – Além de ser apaixonado por Bella Swan, Edward tem o poder de ler mentes e também pertence a uma família de vampiros que se alimentam apenas de sangue animal. Instintivamente, Edward não gosta de Jacob e vice-versa.

Jacob Black – É um lobisomem e também o melhor amigo de Bella. Jacob não aprova o namoro de Bella com Edward pelo fato dos lobisomens e vampiros não serem afins. Porém, com o desenrolar da história, Jacob descobre que está apaixonado por sua melhor amiga.

Alice Cullen – Vampira com poder de ver o futuro tão logo uma decisão seja tomada, com exceção de localizar lobisomens. Possui uma grande afinidade com Jasper Hale.

Charlie Swan – Pai de Bella e chefe-maior da polícia de Forks não sabe da existência de vampiros e lobisomens.

Dr. Carlisle Cullen – É o patriarca da família Cullen ao lado de Esme. Ironicamente e, graças à sua resistência com sangue humano, Carlisle trabalha como médico na cidade de Forks.

Emmett Cullen – Se transformou em vampiro graças a Rosalie que o salvou de um ataque de urso com graves ferimento. É conhecido por sua força e por sua personalidade.

Esme Cullen – Matriarca apaixonada pela sua família. Tem a habilidade de mostrar o amor para todos à sua volta.

Jasper Hale – Junto com Alice, Jasper é um dos irmãos adotivos de Edward Cullen. Considerado o vampiro mais rebelde da série, Jasper tem o poder de influenciar gradativamente os sentimentos alheios.

Rosalie Hale – Também é considerada uma vampira rebelde e, ao mesmo tempo, a mulher mais bonita de todos os tempos. Entretanto, acredita-se que Rosalie só adquiriu esta rebeldia por causa de seu passado turbulento.